Serra Pelada
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Localização
Serra Pelada está situada na região de Carajás, prolífica em minerais, próxima às cidades de Curionópolis e Parauapebas, no Estado do Pará, região norte do Brasil. O acesso e a infra-estrutura são excelentes (ver geologia regional).
História
Descoberta em 1979, Serra Pelada foi palco da maior corrida do ouro na América Latina (ver Garimpo de Serra Pelada). Durante a década de 1980, cerca de 80.000 garimpeiros (mineradores artesanais) produziram um número estimado de 2 milhões de onças de ouro além de platina e paládio, provenientes de sítios de 400m x 300m x 100m “escavados à mão”. A produção garimpeira diminuiu em função de desabamentos e inundações nas minas, causando o fechamento da mina desde o final dos anos 1980.
A Companhia Vale do Rio Doce, que deteve o direito sobre Serra Pelada até 2007, explorou a área de 1980 a 1998, perfazendo mais de 200 perfurações no sistema mineralizado da Serra Pelada (ver Serra Pelada, 2007).
A COOMIGASP, uma empresa cooperativa brasileira registrada, obteve a Licença de Exploração 1485 (Processo 850.425/90 do DNPM), do Ministério de Minas e Energia, em fevereiro de 2007. Esta licença, de 100 hectares, abrange a área concentrada ao redor da mina de Serra Pelada (ver Serra Pelada, 2007).
Em Julho de 2007, a COLOSSUS e a COOMIGASP formaram uma parceria para explorar o restante da área de Serra Pelada. Nos termos desta joint venture, a COLOSSUS irá gerir e operar o projeto, auferindo maior lucratividade pelo financiamento da exploração e pagando à COOMIGASP um bônus pela reserva de ouro estabelecida pela joint venture. Detalhes do presente acordo podem ser encontrados no Prospecto da Colossus Minerals no www.sedar.com. Separadamente, a COOMIGASP irá desenvolver a "monteira '( rejeitos e resíduos do garimpo da Serra Pelada), com financiamento inicial e assistência técnica da Colossus.
Mineralização do Ouro-Platina-Paládio
A Serra Pelada está hospedada em um depósito Arqueano de metassedimentos do Grupo Rio Novo, apresentando discrepância de outras áreas em virtude dos cinturões de rochas verdes e rochas gnáissicas, intrusões máficas e ultramáficas e plutões granitóides (ver geologia local).
Alto grau de mineralização de ouro-platina-paládio está presente principalmente em finas camadas de rochas carbonáceas, podendo também ocorrer em brechas calcárias ricas em óxido de ferro e zonas silícicas (Grainger et al, 2002). O depósito é oxidado a profundidades de cerca de 300m. Consequentemente, sulfetos são escassos e ouro e EGP (elementos do grupo platina) ocorrem, principalmente, como metais e ligas metálicas (Cabral et al, 2002).
Da Zona Central mineralizada da Serra Pelada foram explorados cerca de 350m de extensão a profundidades de cerca de 110m. As perfurações da Cia. Vale do Rio Doce nesta área encontraram algumas intersecções notáveis. Por exemplo, a perfuração FD-0032, 43m. (de 40m) estimada em 4709g/t de ouro, 204g/t de platina e 1174g/t de paládio (Cabral et al, 2002) (ver seção de escavação aberta).
As perfurações da Vale confirmaram que a mineralização ouro-platina-paládio se estende sob a perfuração por mais de 450m de comprimento a oeste da fronteira de 850.425/90. Nestas áreas, a mineralização tem sido encontrada em profundidades de 150-350m, e constitui o principal alvo da Colossus-COOMIGASP joint venture.
A Tallarico (2000) e a Vale (2006) modelaram a Zona Central mineralizada em uma forma arqueada, com acentuada inclinação na margem oriental e pouca profundidade para o oeste (ver seção 00). As maiores concentrações de ouro, platina e paládio ocorrem nas partes de moderada à forte inclinação da zona central, que tem até 150m de extensão vertical e, em alguns lugares, mais de 50m de largura (ver coluna mineralizada). A Vale (2006) e a Colossus entendem a Zona mineralizada Central como ocupando a zona de uma dobradiça reclinada sinclinal que se estende suavemente a sudoeste. Adicionalmente, mineralização de metais nobres ocorre a leste e a oeste da zona central.
O caráter geoquímico da mineralização da Serra Pelada (Cabral et al, 2002; Grainger et al, 2002) é consistente com sua deposição pela redução progressiva da salmoura altamente oxidada em um sistema de canalização estrutural hidrotermal controlado, posterior às principais deformações regionais do Grupo Rio Novo.
Programa Colossus-COOMIGASP
Realizado até hoje:
- Conclusão de detalhado levantamento topográfico, incluindo a captura do remanescente colar de perfurações da Vale;
- Aquisição de 45.000m de sondas de prospecção da Vale e estabelecimento de programa de re-amostragem e re-teste de ouro, EGP's (elementos do grupo platina) e outros elementos de grande importância econômica;
- Conclusão de campanha inicial de determinação de recursos que inclui dezessete perfurações de diamante para 5.129 metros de sondagem (ver Serra Pelada, 2007).
Os ensaios de ouro-platina-paládio para doze destas perfurações da Fase I podem ser vistos clicando sobre os respectivos números, SPD-001, SPD-002, SPD 003, SPD-004, SPD-007, SPD-008, SPD-010, SPD-011, SPD-012, SPD-013, SPD-017 and SPD-018.
- Resultados de análise de quatro furos da atual Fase II do Programa de Sondagem podem ser vistos clicando em seus respectivos números: SPD-020A, SPD-021, SPC-012 e SPC-011
- Desenvolveu um modelo geológico 3D para orientar perfuração
- O contexto destas perfurações pode ser examinado clicando nas seções a seguir;
- Seção 450NE: SPD-017
- Seção 100NE: SPD-001 e SPD-007
- Seção 75NE: SPD-010 e SPD-011
- Seção 50NE: SPD-004 e SPD-012
- Seção 25NE: SPD-018, SPD-020A e SPD-021
- Seção 00: SPD-002, SPD 003, SPD-008 e SPD-013
Programa para 2009:
- Completar Fase II, 5000m de perfuração de diamante e avaliação para o ouro-platina-paládio;
- Analisar sondas de prospecção Fase I e Fase II para outros EGP's e elementos significativos;
- Continuar programas geotécnicos para cenários de desenvolvimento;
- Iniciar estudo ambiental de base;
- Conduzir testes metalúrgicos;
- Preparar e entregar o relatório final de exploração para as autoridades Brasileiras
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